Solidão Materna

Alguém te falou que recém-mãe sente solidão?

Antes de viver isso você imaginou tal situação?

Pois é, eu também não sabia e fui descobrindo e sentindo no dia a dia…
E depois que passou, consigo ler e entender bem melhor o assunto !!!

As amigas Te Nolasco e Cris dos Blogs Bolinha de sabão para Maria e Prosa de Mãe, lançaram o tema: Solidão Materna e vamos mais uma vez participar! Visite os blogs e veja tantas opiniões e experiências de mães em seus dias e aventuras na maternagem.

Estamos falando do tal PUERPÉRIO e toda a gama de sentimentos que advem no período pós parto!

Claro que cada mulher vive esse período de uma forma. Umas nem sentem, outras sentem mais…

O fato é que, de uma forma geral acontecem dias com sentimentos bem ambivalentes desde a saída da maternidade, à chegada em casa, a adaptação do primeiro mês com um bebê nos braços a volta das atividades diárias e as relações sexuais…

Esse período pode chegar ao sexto mês após o parto. Sério, existem estudos específicos sobre esse período e abordagens bem interessantes sobre o tema.

Sim, esse período é intenso para algumas mães, vivências totalmente novas para as de primeira viagem e diferente ainda para as que já tiveram filhos.

Existem implicações psicológicas importantes. E não é para menos, com tantos hormônios e mudanças físicas acontecendo. Quem é mãe entende! Medos, angústias, dúvidas misturadas a descoberta de um amor incalculável, uma alegria e também cansaço e sono e SOLIDÃO tudo bem junto!

Confuso né?! Mas compreensível e real. Ah e posso garantir que passa!!

Neste período pós parto é preciso muita atenção à nova mamãe também e o que vimos geralmente é que as atenções são voltadas ao novo integrante da casa – natural, mas…

A nova mamãe passará por esse período e sairá mais segura se tiver um apoio; que seja para lhe ouvir, para estar ao lado e lhe oferecer “colo”. Já que este período pode deixar marcas na mãe e afetar o desenvolvimento saudável do bebê, que se desenvolve e conhece o novo mundo através dela.

Momento de grandes sentimentos – ansiedades, expectativas e confusões. Espera se que a mãe dê conta de sua nova forma de vida diante de um serzinho totalmente dependente dela.
Para além do cansaço físico visível, existe um trabalho psíquico intenso, as vezes até um não reconhecimento de si mesma e fantasias inconscientes, “sombras” de sua própria vivência enquanto criança. (Laura Gutman fala sobre esse encontro com a própria sombra no livro – A Maternidade *)

Mas porque solidão?

A mulher vê diante dela aquele bebê tão sonhado e desejado, que precisa de cuidados, precisa que ela esteja bem para dar lhe alimento, banho e ela olha pra ele e sente, como mágica, intui que está com fome, com cólicas, com sono, ao menor ruído já está ali, acordada, pronta para atende lo, protegê lo… ama lo… mas quem é aquela no espelho – de camisola, cabelo preso, unha por fazer, olheiras, seios doloridos, barriga flácida ? Quem é essa que mesmo cansada não consegue se afastar da sua cria? As vezes invadida por um sentimento de que ninguém mais entende o que ela sente, ou pensa… “será que estou fazendo certo ?” “E agora porque ele chora tanto ?” “Mas por que o pai não acorda com o barulhinho e eu acordo ?” “Porque ela só pára de chorar no meu colo ?” “Será que mamou suficiente ?” E são tantas perguntas, ao mesmo tempo, nem sempre queremos que as pessoas digam o que é para fazer, não queremos pitacos, não queremos saber se na sua época era assim ou assado… ai que confusão, o que queremos, não sabemos ao certo, mas precisamos de Paz e acolhimento.

Neste momento tem aquelas que se isolam de fato e os sentimentos e emoções se misturam e tem dimensões que necessitam de cuidados especiais e atenção. A depressão pós parto não é uma bobeira ou invenção a toa, um capricho ou mimo; é real e precisa de cuidados, para que a mãe possa cuidar de seu bebê.

Estados mais depressivos acontecem justamente por esta confusão mental, provocada por esse “quê” de crise. Ideal neste processo é a chamada rede de apoio, aldeia, onde pessoas mais experientes estao por perto para acolher, respeitar, ajudar a nova mãe a se sentir melhor. Uma rede que proporcione à mãe condições saudáveis para que ela sinta prazer em cuidar de seu bebê.

Meio Passarinha… atenta, cuidando do ninho!

Eu não estava triste. Estava feliz demais com minha princesa, herança que Deus me deu para cuidar. Fiz novos amigos, descobri muitas formas de interagir com minha filha e com as pessoas com crianças pequenas e vivendo as mesmas coisas. Foi uma fase dificil, que não me preparei para ela, por mais que as pessoas dissessem antes, durma, aproveite seu tempo… viver é diferente e único. O bom disso tudo é que passa e depois temos a certeza de que não somos mais como antes, mesmo não sabendo como seremos no futuro, só sabemos que mudamos! Eu tenho a convicção de que mudei para uma versão melhor e se tivesse que fazer tudo de novo seria tudo diferente, mas agora já foi!

*Gutman, Laura – A maternidade e o encontro com a própria sombra. Rio de Janeiro: Bestseller, 2017

Primeira Infância

É assim que nas pesquisas se denomina os primeiros anos de vida de um ser humano!

Período este marcado por muuuitos processos e desenvolvimento.

Podemos dizer que é a fase determinante tanto para a capacidade cognitiva quanto para a sociabilidade do sujeito, visto que o cérebro absorve todas as informações, (o HD está limpinho rs) as respostas são rápidas e duradouras. Segundo especialistas, as crianças nesta fase precisam de oportunidades e estímulos, para que possam desenvolver cada uma de suas aptidões.

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Saúde Mental Infantil e nossa atenção

Há pouco tempo nos assustamos com a “baleia azul” e depois uma outra onda e o mais atual é o App SimSimi e mais uma vez nos aterroriza com casos de suicídio de crianças, adolescentes e jovens.
A semelhança entre eles?
Cativam as crianças. Prendem a atenção. Conquistam sua confiança e ganham espaço e tempo com eles até que um dia “pedem” suas vidas como prova de amor 🤤
Prestou atenção nas palavras?
Cativar – Prender – Conquistar

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Ser criança e crescer brincando

“O que a psicanálise nos diz de mais importante a respeito das pessoas? Ela nos fala a respeito do inconsciente, da vida profunda e oculta de cada indivíduo humano que tem raízes na vida real e imaginária da infância mais precoce.” *

E o que isso nos diz enquanto pais, mães, educadores?

Que o que a criança vive enquanto criança fica registrado e faz parte do adulto que será e mais, influenciará diretamente seu comportar e agir quando crescer.

Então, é por isso que insistimos que a criança precisa brincar, fantasiar, imaginar, criar e ser criança e agir como criança. E assim ela vai se desenvolver, assim vai crescer, aprender e formar cada parte de sua persona.

Agir como criança também é chorar quando não consegue dizer;

Agir como criança também é querer brincar e não ter noção da hora de tomar banho, ir para a escola, almoçar…

Agir como criança também é tentar brigar pelo que quer e não saber como e chorar mais;

É cansativo para nós adultos sim, eu sei, e como!

Mas, coloque se no lugar dela… existe coisa melhor do que se entregar a uma coisa que dá prazer sem preocupar com nada a mais? Isso é brincar! Continue lendo “Ser criança e crescer brincando”

Moana e nossas crianças

“Há muito, muito tempo, um semideus chamado Maui roubou o coração de Te Fiti, a ilha-mãe, desequilibrando a natureza e espalhando escuridão em toda a Terra. Se, desde então, ninguém deixou a ilha de Motunui e navegou pelo mar, como Moana poderia se aventurar? Ela não sabe velejar, não faz ideia do que há além dos recifes ou nem mesmo onde encontrar Maui! Mas o coração precisa ser restaurado a qualquer custo, e o oceano escolheu Moana para fazê-lo. Será que ela vai provar que o oceano está certo?”

Moana o filme

Moana nasce em uma tribo de uma ilha na Polinésia, que estava com os alicerces abalados, por medo e tragédias no mar, não mais navegavam; pelo desequilíbrio na natureza os alimentos já estavam escassos e com má qualidade, modificando a rotina e os costumes do povo. A Futura sucessora ao cargo de chefe da tribo cresce vendo seu pai como chefe, resolvendo todos os assuntos para o bem do povo e sua avó lhe passa as tradições e costumes vigentes.

Moana tinha uma missão: ser a chefe daquele povo. Ela assumiria o “trono” de qualquer forma, era a única candidata a sucessão de seu pai. O que fez a diferença? Continue lendo “Moana e nossas crianças”

Brincar, brincar, brincar… enfileirar oops

Sou impactada com algumas “coisas” que vem ao meu encontro e procuro estar atenta a essas “coisas” e o que querem me “trazer”.

Como já disse, amo o Brincar e enquanto eu puder, defendo essa bandeira por onde eu for – A criança cresce brincando!!

Mas as tais “coisas” que andam me rondando falam justamente de uma dificuldade de crianças em brincar, ou um “brincar diferente”. Um brincar com ordenação, mais do que com imaginação e faz de conta; um brincar com os mesmos brinquedos, uma preferência em ordená los … um brincar sozinho.

E digo que sou impactada porque não consigo ser alheia. Penso na estrutura, na mãe, na família, na escola, na cidade, no mundo em que essa criança vive e que muitas vezes não compreende a diferença dela. Penso nos sujeitos!

E essas “coisas” vão chegando, aproximando…

Encontro uma pessoa querida, que há um tempo não vejo e ela me diz: precisamos conversar, temos muito para conversar. E daí a alguns dias vejo um post seu falando sobre terapias e um lindo projeto de mãe sendo lançado “Nós, Autismo”

Paralelo a isso, estou na escola “aprendendo a ser Psicóloga Escolar” e me deparo todos os dias com laudos e queixas de comportamentos agressivos, falta de controle de alunos e inúmeras dificuldades.

Bom, é o Autismo me rondando, com suas características e Espectros, individualidades e turbilhão de coisas que acompanham essa “diferença”.

Me pego pensando… Claro que na faculdade estudamos o Autismo! Mas agora é diferente! Agora ele é presente, seja pela multiplicação das informações e formas de acesso e diagnostico, seja porque estão surgindo muitos casos mesmo. O fato é que ele é presente no meu dia a dia e me impacta porque sinto que preciso conhecê lo bem de perto porque já fui cativada por ele.

O impacto é mais ou menos assim… e se fosse meu filho?

Me coloco no lugar de mãe!

Então fui buscar um pouco mais sobre o Autismo e conhecer desse Mundo Azul e as implicações que o envolvem. Mas porque é azul? E me vem uma canção:

Azul da cor do mar    Tim Maia

Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir

Tenho muito pra contar

Dizer que aprendi

E na vida a gente tem que entender

Que um nasce pra sofrer Enquanto o outro ri

Mas quem sofre sempre tem que procurar

Pelo menos vir achar

Razão para viver

Ver na vida algum motivo pra sonhar

Ter um sonho todo azul

Azul da cor do mar

 

Vou buscar e mergulhar nesse mar azul…

Porque tem jeito de brincar com ele sim! Requer empenho, desenvolver habilidades de comunicação para compreenção, mas é pessoinha, é doce, é amor puro e só quer motivos para sonhar também!

 

 

Visite a página no Facebook – Nós Autismo – https://www.facebook.com/sarahrlustosa/

Sobre as crianças e as dificuldades com “as coisas da vida”.

Desde sempre as crianças percebem o que acontece em seu ambiente familiar. Não é a toa que meu “velho” e “adorado” Winnicott já defendia a importância da atenção e cuidados nos primeiros anos de vida da criança, e a mega importância que sempre deu ao olhar da Mãe e das relações familiares saudáveis.

Sabemos que nem tudo são flores e vivemos uma realidade bem dolorosa para adultos e crianças.

Tempos de trabalhos difíceis, de muitas horas no transito e consequentemente fora de casa e do contato com os filhos, além das questões que envolvem separações do casal e novas formas de constituição e novas famílias… Continue lendo “Sobre as crianças e as dificuldades com “as coisas da vida”.”