O que aprendi com ela

No meu aniversário quis fazer umas fotos e registrar alguns momentos do meu dia com ela. Significativo não?!

Nos divertimos muito, sorrimos, brincamos…Temos momentos de aborrecimentos também, de desobediência, de falta de paciência, de choro, claro, como em toda relação mãe-filha; sei que faz parte do nosso crescimento.

Quando ela nasceu e com o passar dos dias e meses e até anos, acho que fiquei meio perdida, era tanto amor, que eu não permitia mais nada em minha vida, eu achava que não cabia mais nada, e os dias foram passando… e eu aprendendo…

Aprendendo que posso amá-la, educá-la, curti-la, vê-la crescer e me orgulhar da pessoinha que está se tornando.

Aprendi que devo participar ativamente de sua vida e como é gostoso participar destes momentos!

Aprendi que ser mãe, também é brincar. E essa parte não foi difícil! Preciso permitir e proporcionar sua brincadeira; é assim que as crianças aprendem!

Aprendi que sendo feliz eu a ensino o caminho, porque ela aprende com o meu exemplo!

Aprendi que para crescer precisamos equilíbrio… nas emoções, no amor, no nosso eu, no nosso desejo…

Meu amor não estava equilibrado, eu a amava demais… e Eu? Já não aparecia, ou não sabia quem eu era ou queria…

Não dava mais só para brincar, subir em arvores e ser criança com ela. Essa parte é boa! Tive a certeza de como sempre gostei dessas molequices!

Mas então chegou um tempo que isso não estava me bastando!

Continuo amando-a. Mas já consigo deixá-la descer dos galhos, sozinha e sei que ela precisa disso para crescer !

E eu também! Mas preciso de mais!

Ser princesa é bom, sonhar com príncipe é bom, mas preciso também acreditar que existe um mundo real para participar.

PAR TI CI PAR…

Percebi que estava dentro de um túnel e não era de um brinquedo. Eu queria sair porque não estava divertido como no brinquedo.

Ela me ajudou e ensinou a ser mais falante, ou melhor, a me comunicar.

Com seu jeito questionador, me ensinou a me questionar.

Brincando com ela, nesse esconde e encontra, também fui me encontrando. Descobrindo que eu cresci e quero proporcionar a ela um crescimento saudável.

Seu sorriso ainda desperta meu sorrir.

Sua tristeza me entristece.

Seu mundo é o meu mundo.

Mas preciso ter um mundo para mostra-la!

Como é bom te abraçar!

No auge dos meus 44 anos, me sinto livre. Me sinto leve. Corajosa e medrosa (rs);

Pés descalços, ou não, quero fazer meu caminho! Para poder participar do seu caminho. Inteira!

Estar junto com ela quando precisar levantá-la, se ela precisar.

Sentar e conversar até ficarmos velhinhas. Que delícia isso filha!

Por incrível que pareça, ela me apontou o caminho! E me mostra a cada dia, com seu sorriso, seu abraço, seu jeito meigo e sapeca, que vale a pena ser mãe!

Valeu a pena!

Cada choro meu por não saber o que fazer quando ela chorava…

Valeu a pena!

Cada vez que a levava na escola e esperava a tarde toda só para buscar de volta. Porque eu não sabia o que fazer com o “ meu tempo livre”. Mas eu sabia que ela precisava de relações. E nessas relações “dela”, fui descobrindo amigas também. Talvez em situações parecidas com a minha…

Valeu muito a pena!

Porque com seus 6 anos você me ensina a cada dia a ser sua mãe!

Me ensina a ser mulher, para além dos sonhos de princesa, mas lutar como a Moana para defender sua tribo.

Me ensina a cativar e cultivar amigos, como no desenho do Meu Amigãozão.

Valeu muito a pena chegar até aqui e continuar a caminhar e aprender e a agradecer sempre pela vida vivida!

Na terapia pude organizar tudo isso e ver o quanto consegui crescer com a maternidade!

Graças dou ao Senhor por tudo o que me tem feito ver e aprender!

 

2 thoughts on “O que aprendi com ela”

  1. Lindo, Silvinha! Além de compartilhar conosco sua vivência enquanto mãe, deixa para Carlinha um memorial de carinho e dedicação. No mínimo ela te acha incrível. Parabéns!

  2. São tantas emoções e descobertas né. Tento mostrar a outras mães também que não temos cartilha mas podemos aprender no dia a dia. E a terapia foi fundamental também para chegar no estágio de hoje e poder falar daquele tempo.

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