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Diciplina e “Baobás”

Até para brincar precisamos de disciplina!

Nesta semana falamos muito e ouvimos muito sobre o Brincar #semanamundialdobrincar. Particularmente fico muito feliz e à vontade com este tema, já que desde os tempos de estudante de psicologia me vejo enamorada por ele, meu trabalho de conclusão de curso em 1991, foi sobre o brincar.

Mas quando nos tornamos mães, o “buraco fica um pouco mais embaixo” e aprendemos que até para brincar precisamos ter organização e disciplina. Organização de nós mesmos, com nossos objetivos, com nossa visão de mundo e o que queremos para nossos filhos; e disciplina porque no brincar tem muita coisa envolvida, é a vida da criança, é a forma como ela aprende e apreende da vida e vai fazer sentido para ela. Ora dirigimos a brincadeira e sugerimos como e com o que brincar, ora respeitamos seu brincar livre.

Exercitando esses pilares… disciplina e organização, volto ao clássico Pequeno Príncipe:

“Quando a gente acaba a higiene matinal, começa a fazer com cuidado a higiene do planeta. É preciso que nos habituemos a arrancar regularmente os baobás logo que se diferenciem das roseiras com as quais muito se parecem quando pequenos. É um trabalho sem graça, mas de fácil execução… As vezes não há inconveniente em protelar um trabalho mas, quando se trata de baobás, é sempre uma catástrofe.”

E ai me pergunto, o que temos tratado como baobás e como roseiras em nossas vidas? Lembrando que a rosa, ali referida é aquela única, efêmera a quem se dedica com amor.

E o que seriam os baobás? O que “rouba” o nosso tempo e insiste em nascer junto ao que nos demanda amor?

Conseguimos separar os baobás e as roseiras?

Conseguimos ser adultos e brincar como e com nossas crianças?

Tenho me esforçado para estar com minha rosa e dedicá-la um tempo bom!

Nosso olhar

Ser criança e ter liberdade de escolher e descobrir limites e capacidades.

Só precisamos estar perto e promover os encontros, estar junto e oferecer a “segurança”.  Cair e machucar não deve tirar a vontade e a possibilidade de tentar de novo e poder fazer melhor. Quando olhamos nos olhos, dizemos você pode, estou aqui se precisar de ajuda. Mas para isso precisamos realmente estar!    👀  👂

✍ O olhar e a presença são tão importantes quanto a brincadeira!!! No seu olhar você passa importancia, amor, respeito, tolerância, confiança…

E isso é para a vida toda e cabe em qualquer lugar!!!

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Semana Mundial do Aleitamento Materno

Amamentar

Mães são sempre impactadas por esse momento, umas mais, outras menos, para umas é um momento difícil por inúmeros e pessoais fatores, para outras as lembranças são as melhores e até saudosas.

Eu tenho experiências por ângulos diferentes:

No papel de tia, vivi um momento de muito aprendizado!

No papel de mãe, um misto de sentimentos!

E depois de passado o meu momento lactante, no papel de Psicoterapeuta infantil, estudando e atendendo vejo a magia do processo de amamentar para além do nutrir, que abrange o maternar, amar, se entregar no olhar e acalentar… Vale a pena investir neste AMOR – AMAMENTE!!! Continue lendo Semana Mundial do Aleitamento Materno

Mãnheee

 “Mãe é tudo igual”

Mãe só tem uma”

“Você só vai entender sua mãe quando você tiver filho”

“Valorize sua mãe”

Verdades que ouvimos vida a fora!

Nesta semana todos falam de mães, fazem homenagens e tal e eu vendo os dias passarem e até então, nada a dizer… fui até provocada, rsrs, mas…

Minha mãe é e sempre foi muito importante pra mim, não consigo pensar em algumas situações da minha vida sem ela; sempre valorizei e sempre tentei fazer por ela o que pude e posso também, mas realmente quando me vi mãe e nas situações mais diversas ainda penso: Minha mãe é uma artista, uma guerreira, como ela deu conta de dois e eu aqui fazendo “ginástica” só com uma?!

Criança de 6 anos pra tomar banho pra ir para a escola, gente me conta, que exercício! A mãe com a panela no fogo, separa o uniforme, prepara a lancheira, Poe a mesa e já falou umas 3 ou 4 vezes com a criança, vai tomar banho, adianta La que já estou indo te ajudar… Claro que nesse momento lembro da cena perfeitamente #psicodramatistasmeentendem minha mãe vinda da cozinha com o pano de prato molhado pendurado no ombro e era esse mesmo que “lambia” minhas pernas e assim ela me levava até o banheiro. Hoje não repito o pano com minha filha, e por esses dias até contei os episódios pra ela e ela riu muito. Mas penso… Ai mãe como dói o pano de prato nas canelas!!

Ser mãe tem uma parte muito difícil e trabalhosa, no real sentido da palavra!

Mas tem suas recompensas, que não tem preço e não se mede!

Eu estava arrasada porque mudaram a data da festinha das mães na escola e minha filha vem falando desde o inicio do mês: “mãe você vai amar a música que vamos cantar na apresentação das mães, você vai chorar de emoção” e sem saber direito o que fazer, porque justo neste sábado tenho um Seminário de “Winnicott e a Educação” que quero muito assistir, então resolvi abrir o verbo e falar com ela da minha tristeza de não poder estar nos dois lugares ao mesmo tempo e cheia de dedos pra falar…

“Ah mãe, tudo bem, não tem problema, eu levo a minha avó e meu pai filma, ai depois você assiste… posso cantar a musica todinha pra você também todos os dias…”

Fácil assim!!!

Tem como não amar?!

A apresentação da escola foi linda, realmente vi a filmagem. Cantaram a musica “Onde você mora” Cidade Negra e eu amei! (Não acho legal postar o vídeo porque tem os amigos e não tenho autorização para expô-los por aqui, o que respeito e acho bem válido)

Amor igual ao teu
Eu nunca mais terei
Amor que eu nunca vi igual
Que eu nunca mais verei

Amor que não se pede
Amor que não se mede
Que não se repete

Amor igual ao teu
Eu nunca mais terei
Amor que eu nunca vi igual
Que eu nunca mais verei

Amor que não se pede
Amor que não se mede
Que não se repete
Amor…

Você vai chegar em casa
Eu quero abrir a porta
Aonde você mora?
Aonde você foi morar
Aonde foi…..

Não quero estar de fora
Aonde está você?
Eu tive que ir embora
Mesmo querendo ficar
Agora eu sei
Eu sei que eu fui embora
Agora eu quero você de volta pra mim

Amor igual ao teu
Eu nunca mais terei
Amor que eu nunca vi igual
Que eu nunca mais verei

Amor que não se pede
Amor que não se mede
Que não se repete

Amor igual ao teu
Eu nunca mais terei
Amor que eu nunca vi igual
Que eu nunca mais verei

Amor que não se pede
Amor que não se mede
Que não se repete

Você vai chegar em casa
Eu quero abrir a porta
Aonde você mora
Aonde você foi morar
Aonde foi…..

Não quero estar de fora
Aonde está você?
Eu tive que ir embora
Mesmo querendo ficar
Agora eu sei
Eu sei que eu fui embora
Agora eu quero você de volta pra mim

Amor igual ao teu
Eu nunca mais terei
Amor que eu nunca vi igual
Que eu nunca mais verei