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O que muda com a chegada do bebê?

” A experiência do nascimento desorganiza as identidades; a nova mãe não é mais a jovem esposa, nem a mulher com uma profissão que antes era. Sente subitamente que ela é ninguém, mas tem um novo bebê que depende inteiramente dela. O marido sente que perdeu, ao mesmo tempo, a mulher, a filha, a amante e a mãe, e que se tornou um estranho. Se houver um filho mais velho, este perdeu de maneira devastadora sua identidade e sua posição de primeiro e único filho. Finalmente, temos o bebê, um frágil pacote de vida, em situação precária, transportado de um mundo interno quente e protegido, após uma experiência de nascimento para um mundo exterior super-estimulante…” 1

Tantas mudanças e necessidades merecem muito cuidado e atenção!!

Mas damos atenção devida às recém mães?

Quando você visita uma pessoa que acabou de ter um bebê quem você olha primeiro ? 🤔

Claro, queremos ver o bebê!

Eles são fofos mesmo e despertam o melhor de nós.

Mas quero chamar atenção aqui para a MÃE.

Ela precisa de espaço para falar sem reservas e sem julgamentos; Ela precisa de atenção e cuidados para se sentir amada e confortável para ELA cuidar de seu bebê; Rede de apoio é para DAR CONDIÇÕES a mulher para ser mãe e aprender com as necessidades de seu filhote.

E os pais ?

Muitas vezes a mulher fica tão atordoada com a maternidade e quer cuidar de seu bebê que não dá espaço para o pai se aproximar. No primeiro momento é ela, mãe, que tem sim papel crucial. Mas no período de 4 a 8 meses do bebê é esperado que o Pai esteja ali, ativo participando do processo para o desenvolvimento saudável da dupla mãe-bebê.

Estudos e pesquisas apontam para essa necessidade da Função Paterna ativa para que não só a mãe reconheça que a criança não é um objeto, como também a própria criança vivencie a experiência de outra pessoa sem ficar passiva. É necessário experimentar os momentos de ausência da mãe para desenvolver.

Podemos todos, ser parte dessa aldeia!

Tanto precisamos falar sobre esse período!!!

Vamos ?

1 – Joan Symington, in A Observação do Lactente, no livro: A Observação de Bebes os laços do encantamento

Pré Natal Psicológico?

Sabe o que seria ideal ?

Que todo casal fizesse ou tivesse um tempo de preparo psicológico para a gestação.

Sabe quando a pessoa vai fazer cirurgia bariátrica?

Implica mudanças de hábitos e comportamentos e uma série de adaptações na rotina. Qualquer um chega para o médico e diz quero fazer a cirurgia e marca o dia e vai fazer ??? Não né, pois é! Tem um preparo psicológico além dos exames clínicos e físicos.

O ideal também seria que os casais tivessem um tempo de falar sobre Gestação, infância “dos gestantes”, seus medos, sobre a relação com seus pais, sobre os sujeitos que querem assumir novos papéis – de pai, mãe, responsáveis por outro ser…

Esse seria O ideal…

Mas qual é o real ???

Sabia que existe o Pré Natal Psicológico e é tão importante quanto o acompanhamento físico da gestação?

A maternidade é sim um momento sublime e para muitas famílias é um sonho lindo! Mas existe uma realidade que até pouco tempo não era tão falada e que hoje em dia já vemos mais relatos das dores além das delícias. Cada mulher, cada gestação tem seus dias de alegria e frustrações e expectativas e um infinito de situações e sensações que mexem muito com a vida da pessoa.

Estudos recentes sobre o período de Gestação mostra que um percentual grande de grávidas apresentam sintomas de stress, depressão, altos níveis de ansiedade. Cada uma vivencia esse período de uma forma e mesmo a mesma mulher pode vivenciar duas gestações de forma diferente. O que concluímos quando lemos essas pesquisas? Que tão necessário quanto os exames pré natais, da parte física/fisiológica, é um momento de Terapia ou seja, o Pré Natal Psicológico e pode ajudar muito na prevenção de Depressão pós parto, pode ajudar muito na relação mãe-bebe e consequentemente no desenvolvimento saudável do novo serzinho.